Dicionário Sergipano de Armindo Guaraná

05/09/2007, 20:27

O Dicionário Biobliográfico Sergipano, de Armindo Guaraná é uma obra monumental, que reúne mais de 640 biografias dos mais ilustres sergipanos, detalhadas dentro e fora de Sergipe, como um testemunho para a posteridade. É, por isto mesmo, uma fonte de referências confiáveis, cotejadas com informações diversas, que chama a atenção para a fertilidade intelectual da terra, tal o número de exemplos contidos nas páginas do livro, que teve edição póstuma, graças aos esforços dos intelectuais Prado Sampaio e Epifânio Dória, que foram os Editores e a determinação do presidente Maurício Graccho Cardoso, que autorizou os gatos com a publicação.

O Dicionário Biobibliográfico Sergipano, de Armindo Guaraná (Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1925) tem sido, em mais de 80 anos de circulação e uso, a principal fonte para o conhecimento biográfico dos sergipanos, notadamente bacharéis em Direito, médicos, engenheiros, militares, farmacêuticos, agrônomos, que galgaram o destaque, intelectual, empresarial e político.

Nascido em São Cristóvão (SE), em 4 de agosto de 1848, Manoel Armindo Cordeiro Guaraná bacharelou-se no Recife (PE), em 1871, participando do ambiente cultural que Tobias Barreto enriqueceu com sua presença de gênio. Dedicou-se ao jornalismo, a política, a magistratura e a história, elaborando diversos trabalhos que enriqueceram a estante sergipana, como Jornais, Revistas e outras publicações periódicas, de 1832 a 1908, Catálogo que registra o primeiros dos jornais, o Recopilador Sergipano, editado em Estância, na Tipografia Silveira & Cia, de propriedade do monsenhor Antonio Fernandes da Silveira, enumerando em São Cristóvão, Aracaju, Laranjeiras, Propriá, Maroim, Capela, Simão Dias, Lagarto, Santo Amaro e Neópolis, as publicações jornalísticas e literárias, até 1908, ano do centenário do aparecimento do primeiro dos jornais brasileiros, o Correio Brasiliense, editado em Londres, em 1808, por Hipólito da Costa.

O Catálogo da imprensa em Sergipe foi publicado no número especial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1908. Escreveu o Glossário etmológico dos nomes da língua tupi na geografia do Estado de Sergipe (in Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Aracaju, 1914) e auxiliou Sacramento Blake na redação do Dicionário bibliográfico brasileiro. Armindo Guaraná morreu, em Aracaju, em 10 de maio de 1924.

Sendo um livro raro e muito procurado como fonte de pesquisa, o Dicionário Bio-bibliográfico Sergipano de Armindo Guaraná, agora postado neste serigysite, certamente continuará cumprindo um papel esclarecedor, atendendo às novas gerações de pesquisadores e estudiosos. O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura, promete uma nova edição do livro, atualizada naquilo que não compromete o trabalho pioneiro do autor.

por Luiz Antônio Barreto

Veja o Dicionário de Armindo Guaraná na íntegra:

 

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